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Rinaldo Marques |
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PODER EXECUTIVO- Para Augusto Coutinho, o problema é a falta de gestão |
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07-10-2009
TCE e médicos divergem quanto à crise no HR
O problema no atendimento da emergência-geral pediátrica e traumatológica do Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, não é a falta de médicos contratados, mas a ausência de controle na jornada de trabalho, segundo relatório apresentado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Tema da matéria publicada, no último domingo, no Jornal do Commercio, o assunto motivou, ontem, o pronunciamento do líder da Oposição na Casa, deputado Augusto Coutinho (DEM). O texto foi intitulado TCE desmistifica caos na Saúde.
O parlamentar também destacou a posição do Sindicato dos Médicos e do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Ambos discordam dos números apresentados, alegando déficit de profissionais não só no HR, mas em toda a rede. “Não vou entrar no mérito de quem está certo ou errado. Entretanto, falta gestão no setor”, frisou, acrescentando que o “Governo Estadual está perdido.” O documento foi elaborado por médicos auditores do tribunal, que mapearam os problemas operacionais do HR.
De acordo com o texto, em um plantão de 12 horas, o quadro médico é de 26 especialistas. Eles realizam 92,54 atendimentos, o que representa 3,56 pacientes para cada profissional. O número é inferior ao determinado pelo Cremepe, que fixa 36 pacientes por médico, em 12 horas de plantão. Também foi identificada a ociosidade das salas cirúrgicas, entre outros pontos.
Em apartes, os deputados Terezinha Nunes e Antônio Moraes, ambos do PSDB, Isaltino Nascimento (PT), Nadegi Queiroz (PHS), Augusto César Filho (PTB) e Miriam Lacerda (DEM) se pronunciaram. Terezinha chamou a atenção para a postura do interventor do Hospital do Câncer, Francisco Saboya, que, segundo ela, demitiu três médicos sem motivos aparentes. “É preciso que a Comissão de Saúde da Casa realize uma audiência pública para analisar a resposta que será dada pela Secretaria Estadual de Saúde sobre o relatório do TCE”, enfatizou Isaltino.
Moraes sugeriu que os hospitais públicos exibam os nomes e os horários dos médicos plantonistas, além de um número de telefone, a fim de que os pacientes possam denunciar a ausência dos profissionais. Nadegi e Augusto César Filho informaram que integrantes da Comissão de Saúde irão a São Paulo, no final deste mês, com o objetivo de conhecer melhor as Organizações de Saúde (OSS) que gerenciam a rede pública paulistana. “Assessores do governador José Serra irão nos receber”, frisou Miriam.
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